Estou a escrever este artigo para anunciar publicamente uma decisão que tomei relativamente ao meu projecto de música a solo: a de o terminar sem planos de retomada.

A causa desta decisão é multifacetada e pretendo com o resto do artigo explicá-la com o melhor detalhe que me é possível.

Timeline do Projecto

2005: comecei a tocar guitarra.
2008-2012: época de muita actividade criativa, onde trabalhei muitas das minhas ideias musicais.
2012: lancei o meu álbum The Darkest Strings.

Objectivo do Projecto

O objectivo para o meu projecto sempre esteve alinhado com a do chamado músico digital, nunca tendo sido a minha prioridade de levá-la para o mundo físico através de concertos. Isso só aconteceria caso o objectivo principal fosse atingido: o de encontrar ouvintes do meu nicho interessados, e criar uma comunidade à volta do meu trabalho. Este é um trajecto comum para o músico a solo da era digital.

Mas, tal como tantos outros músicos e artistas com objectivos semelhantes aos meus, isso nunca chegou a acontecer, recebendo, no máximo, apenas um aplauso quente pelo esforço:

Descodificando o Fracasso

Após o lançamento do álbum The Darkest Strings tentei perceber o que correra mal:

1. Era a música que não era boa o suficiente?
2. Era a mistura que não estava profissional o suficiente?

Estava convencido que a explicação residia numa combinação desses dois factores. Matematicamente, isto significava a possibilidade de 2combinações .

Isto explica porque é que em 2011 eu lancei uma primeira versão do álbum “The Darkest Strings”, e em 2012 lancei outra com algumas músicas modificadas: porque tinha determinado que o problema estava na qualidade de composição das músicas.

Isto também explica porque é que cheguei a falar em relançar o projecto uma terceira vez, desta vez re-misturado. Estava a eliminar variáveis. Felizmente, nunca cheguei a fazê-lo. Não teria feito a diferença e só teria perdido mais do meu tempo.

Simultaneamente, fui-me apercebendo que talvez estivesse a analisar a coisa demasiado simplisticamente. Talvez àquela combinação de duas perguntas tivessem que ser adicionadas muitas mais: Estaria a divulgar as minhas músicas do modo correcto? Será que o artwork não era bom o suficiente? Será que o mercado simplesmente está saturado demais para novas músicas? Será que o meu género musical realmente se encontra desactualizado? Ao fim de 10 perguntas, acaba-se com uma combinação de 210 possibilidades. Isso são 1024 possibilidades. É demasiado para testar.

Mas eventualmente aceitei uma certa verdade e não foi preciso testar mais nada.

Os Ronaldos da Música

Eu tenho vários motivos para não me considerar um músico “a sério”. Não vou falar deles excepto do mais importante. Mas antes disso, o que é que quero dizer com músico “a sério” ?

Consideremos a diferença entre o típico jogador de futebol e os jogadores de topo como o Cristiano Ronaldo e afins. Ambos sabem jogar futebol, sabem as regras do jogo mas nem todos conseguem fazer a diferença num jogo.

Na música é a mesma coisa. Temos músicos “a sério” e depois temos os que só sabem fazer música. Ambos percebem as regras da coisa. Mas só os primeiros é que fazem música a sério.

Se analisarmos os casos dos músicos de Internet de mais sucesso[1][2] , podemos encontrar exemplos de artistas que chegaram onde chegaram porque fazem música a sério, ou seja, música que os ouvintes desse nicho musical querem genuinamente ouvir. Porque o que eles fazem marca pontos em todas as frentes: é de qualidade, é fresco, é actual, é relevante.

Isso leva-me ao próximo ponto.

Arte vs Entertenimento

Para mim, parece-me que no âmbito da Internet, só há duas maneiras de um músico digital ter sucesso: ser um músico a sério; ou ser um entertainer.

Um músico a sério consegue alcançar sucesso através da sua música, sem ser necessário recorrer a macacadas. Isto poder ser evidenciado novamente pelos artistas que já mencionei.

Os entertainers são todos os restantes. São os jogadores da bola normais. São os Salieris. Estes são músicos que sabem as regras mas não são tão bons assim (ou relevantes) que a sua música aguente por si mesma. A única maneira de terem sucesso online é através de vídeos de entretenimento, onda a sua música é apresentada de modo secundário, apenas como suporte para o entretenimento em si. Do mesmo modo que se dá o comprimido ao cão misturado no meio da ração.

Um entertainer que tente enveredar pelo caminho de um músico a sério está destinado a fracassar. No meu caso, o único vídeo que alguma alcançou o tipo de atenção e movimento que eu idealizava para o meu projecto a solo foi o Eu Gosto Muito Das Minhas Músicas. Coincidentemente, foi o único vídeo de entretenimento que eu fiz. A boa recepção a este vídeo não foi coincidência: era eu simplesmente a encontrar sucesso no habitat que naturalmente me estava reservado: o de entertainer.

Mas eu nunca quis ser entertainer. Eu queria fazer música a sério. E aí está a causa do meu fracasso, não aceitei o destino reservado para mim.

O Sumo Criativo

Após 2012, talvez por a recepção da minha música não ter correspondido nem mesmo às minhas expectativas mais conservadoras, a época de espontânea criatividade e vontade natural de compor acabou.

Em 2014 comecei a trabalhar no meu segundo álbum mas o processo foi muito mais forçado e acabei por nunca o terminar.

Em 2015-2018 lancei duas músicas, ambas fortemente baseadas em ideias pré-existentes: Homem Só tinha sido escrita quase na totalidade em 2010-2012; The Richest Man in Babylon tinha sido escrita 60% em 2008-2014.

Com isto, estou a tentar dizer o seguinte: já há muito tempo que deixei de ter vontade de escrever música nova, e toda a música que lancei recentemente não passa de um trabalho sobre ideias antigas. A comparação que costumo fazer é com uma laranja cujo sumo já foi espremido. O meu sumo criativo já foi transformado em música há muito tempo atrás. O desejo ardente de expressão artística já não existe em mim.

Há outra coisa também.

Já não gosto de tocar guitarra assim tanto quanto isso.

Quando tinha 17 anos, tocava guitarra a toda a hora. Agora é um impulso raro. Muito por causa dos mesmos motivos que causaram o declínio no meu interesse por escrever música.

Mas outro dos motivos é mais físico: eu não tenho 17 anos agora, e o meu corpo deixou de gostar muito de tocar guitarra. Se não tomar as devidas precauções, acabo facilmente com lesões nos mais diversos tendões envolvidos na actividade, em articulações dos dedos ou do pescoço.

Isto seriam coisas que poderiam continuar a ser ignoradas (ou melhor, controladas de forma inteligente e cuidadosa como têm sido até aqui) se houvesse algo importante que justificasse isso. Isto não é novo e é o que acontece com qualquer músico. Mas o que tenho explicado até aqui é que não há nada de importante que justifique, o que leva a uma pré-disposição de pegar na guitarra muitíssimo menor do que costumava ser.

Porque partilho isto publicamente?

Se estou determinado a deixar o meu projecto a solo de lado, porque não simplesmente fazê-lo? Para quê o anúncio público? Estarei a fazer isto como uma espécie de pedido de atenção, uma birra, na esperança que que me venham implorar que não abandone o meu projecto?

Não. Pelo contrário, peço que nem tentem. Ou podem fazê-lo mas sabendo que considerarei qualquer comentário simplesmente como sendo aquilo a que chamo de elogio-armadilha. É o termo que eu uso para qualquer tipo de elogio genuíno e bem intencionado (e quanto mais o for, mais perigoso é) que motive alguém a perseguir um objectivo irrelevante. Todos sabemos como está pavimentado o caminho para o Inferno.

E respondendo à pergunta: porquê partilhar isto publicamente?

Bem:

1) Pelo mesmo motivo que qualquer outra pessoa partilha objectivos ou decisões publicamente: para os tornar o mais definitivos possível. Eu tenho considerado tomar esta decisão desde 2012. Já pensei bastante sobre isto. Se a mesma ideia não me sai da cabeça após sete anos, está na altura de a tornar definitiva, parece-me.

2) Porque a minha consciência o pediu: não vou tentar compreender ao certo a razão mas a verdade é que experimentei tomar a decisão e mantê-la privada mas a minha consciência não o permitiu. Decidi fazê-lo sem questionar mais.

Consequências

Não será perigoso e irresponsável fazer esta declaração pública?

Não pergunto isto por estar a sobrestimar a minha influência na sociedade, mas porque sei o impacto que decisões desta natureza podem ter noutras pessoas, baseando-me na minha experiência pessoal: semelhantes decisões, tomadas por pessoas que eu apenas conhecia perifericamente (ou que nem sequer conhecia de todo), ficaram-me marcadas como sendo eventos de relevância. Ainda hoje me lembro de cada uma das individuais histórias de pessoas que desistiram da Música ou do instrumento. Se o assim é, é porque há algo de importante no acto e o seu impacto naqueles à minha volta não deve ser menosprezado.

Infelizmente não tenho uma boa solução para o problema.

Esclareçamos, no entanto, que não me sinto no dever de assumir responsabilidade completa pelas possíveis consequências do que estou a 1) escrever (a partilha de uma visão dura de como as coisas funcionam) e 2) a fazer (desistir do projecto a solo). Isto porque:

1) O que estou a escrever é a minha perspectiva e interpretação pessoal de como as coisas são e não pretende dar-se a entender como uma lei universal. Pode estar errada. Talvez o mundo não se divida em Mozarts e Salieris. Talvez qualquer um tenha a capacidade de alcançar sucesso real simplesmente através do seu esforço e trabalho. Talvez eu não tenha sido simplesmente bom o suficiente nisso. Neste aspecto é o leitor que tem o derradeiro controlo sobre o que fazer com a informação que lhe chega à mente e deve assumir completa responsabilidade por isso. Não aceite o que eu digo sem, pessoalmente, recolher provas disso também.

2) Relativamente ao que estou a fazer é mais complicado porque é aí que reside o verdadeiro problema – o de haver alguém a desistir de um sonho após ter estado envolvido nele durante tanto tempo. Dificilmente é uma atitude inspiradora para os restantes. E todos sabem que por cada pessoa que desiste dos seus sonhos, um cachorro morre no mundo. Em relação a isso, como disse, não tenho uma boa solução. E sei que invocar o mesmo argumento anterior – pedindo ao leitor para tomar controlo sobre o que faz com a informação que lhe chega à mente – não é eficaz porque aqui estamos a lidar com acções e não teoria. Acções têm um impacto muito forte. A única coisa que posso dizer para atenuar o problema é que tecnicamente não vou desistir da música nem de tocar guitarra, pois ambas ainda me são úteis noutros contextos para lá do meu projecto a solo.

É mesmo preciso?

Para terminar respondo à pergunta: é mesmo preciso tomar esta decisão? Creio que sim.

Repetindo o que já disse acima: já faz sete anos que a ideia habita a minha mente. O que é que a minha consciência está a tentar dizer-me?

Em 2018 lancei a música The Richest Man in Babylon. Nela dei o meu melhor: o melhor que consigo compor e o melhor que consigo misturar (cujos níveis eram agora, em 2018, superiores aos de 2012). O objectivo principal desta música era tirar a limpo a minha dúvida inicial: será que uma música composta e misturada ao nível máximo das minhas capacidades é suficiente para interessar os ouvintes de um modo que os trabalhos anteriores não tinham conseguido fazer até aqui? A resposta revelou-se ser não.

A minha viagem terminou nesse momento. Já tenho as minhas respostas. Já posso dar ouvidos à minha consciência agora.

A decisão que estou a tomar, abrupta, é importante. Mais importante do que simplesmente deixar a decisão manifestar-se na minha vida através de um afastamento gradual e lento do meu projecto.

Não. Uma decisão firme deve ser tomada por causa dos seus beneficios psicológicos. A ideia que habita a minha mente há sete anos tem assumido a forma, principalmente, de frustração. Funcionando, ali, como um software correndo, por vezes em primeiro plano, mas muitas vezes correndo em segundo, consumindo recursos do sistema lenta mas certeiramente.

É preciso erradicar essa ideia de uma vez por todas. O preço é, claro, aceitar que falhei inequivocamente em algo importante.

Será esse um preço aceitável? Em 2019, sim. Porque a importância de alcançar este objectivo tem vindo a declinar gradualmente desde 2012, tendo sido sustituido por outros objectivos diferentes.

Porque não tomar uma decisão definitiva, aceitar que fracassei, eliminar antigas frustrações e alocar os recursos mentais consumidos por elas a outras finalidades?

O professor Jordan Peterson diz que devemos queimar as nossas insuficiências como se fossem galhos secos, se quisermos dar espaço ao florescimento de um eu melhor. Eu acredito nele. E penso estar em boas mãos.

É com este pedaço de sabedoria que me despeço.
Até depois,
Micael Nobre

O Fim do Meu Projecto a Solo

6 thoughts on “O Fim do Meu Projecto a Solo

  • Fevereiro 1, 2019 at 11:47 pm
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    É engraçado como processamos certos inputs que ouvimos e os transformamos em algo que nos motiva ou direcciona em determinadas fases da vida. Seja na música ou noutra valência que envolva uma tal paixão que nos toque a fundo.
    Falando de música, como quem fala de paixões, tive relações boas, más, irrelevantes, e com todas aprendi, cresci. A soma do que sou é a soma do que passei. Mas queres a parte curiosa? Não significa que faça melhor! Às vezes até aprendes atalhos, ou chegas à conclusão de que preferes as coisas mais “mal feitas” em comparação à referência do que tinhas como “o caminho certo”.
    Um input que demorei algum tempo a perceber: “esquece o teu instrumento e ouve a música enquanto tocas”. Pode parecer básico mas acredita que 90% dos ditos “músicos” que por aí andam não conseguem fazê-lo.
    Um que adoptei como regra numa fase semelhante à que estás a passar, disse o Carlos Paredes “gosto demasiado de música para viver dela”. Se podia ter seguido música? Podia. Os meus pais deram-me carta verde. Se podia ser profissional? Podia. Oportunidades sempre houve, e ainda aparecem. Mas não quero “precisar” disso. Não quero ser forçado a fazer algo que não quero e estragar o gosto que tenho pela música.
    É assim que justifico as centenas de temas que tenho por acabar, na maioria meus, alguns que considero serem merecedores de tocar em todas as rádios do mundo, mas que ali estão. E ali vão ficar. São fases, fragmentos, partes, relações fugases com batidas e harmonias que não vou forçar a terminar e dizer “voilá, um álbum meu”. E já fiz as pazes com isso.
    Gosto demasiado de música para me obrigar a acabar temas pendentes.
    Gosto demasiado de música para me obrigar a praticar mais vezes.
    Gosto demasiadode música até para estar sempre a ouvir! Passo semanas de celibato musical.
    E a vida é assim. Feita de fases, fezes e fizes. Sempre com objectivos no horizonte. Traça os teus. E deixo-te com um dos inputs mais importantes que recebi num ensaio, depois de uma grande discussão musical entre os elementos, quando pediram a opinião ao baixista sobre qjem tinha razão nos acordes ou na melodia ele respondeu calmamente “eu só quero ser feliz” 🙂
    E é assim que devemos viver a vida, onde quer que nos leve!
    Um abraço mano.
    Boas queimadas de galhos!
    Ficas a saber que algures, alguém tem as tuas músicas no pc, auto-rádio ou telemóvel, e isso não morre nunca!

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    • Fevereiro 2, 2019 at 2:21 am
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      Penso que sei onde estás a tentar chegar com a tua primeira frase. Cometi um erro: escrevi o texto de modo a dar a entender que culpo quem me suportou no passado (onde te incluis) por me terem motivado a tomar decisões que em última instância me levaram ao fracasso. Mas quão justa seria essa atitude da minha parte? Não seria nem um pouco. A partir do conforto da retrospectividade, aliado a um sentimento de frustração, seria fácil atribuir irracionalmente culpas aos outros, mas não estou a cair nesse erro.
      Não te culpo nem a ti nem a mim pelo mesmo motivo: quem fazia ideia de como as coisas iriam correr, há 6 ou 7 anos atrás? Quem é que é sábio o suficiente para determinar de antemão se um objectivo é irrelevante ou não, quando isso ainda não é claro?
      Fui irresponsável ao usar o termo “elogio-armadilha” porque é algo que tem nuances importantes e eu não falei em nenhuma delas. Mas então deixa-me ser claro numa coisa: não tenho nada mais do que da melhor gratidão por aqueles que mostraram genuíno apoio ao meu projecto. Ficou marcado!

      Estando isto esclarecido, apenas me resta de dizer que aprecio bastante o teu comentário, que acaba por ser bastante edificante!

      Abraço!

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  • Fevereiro 2, 2019 at 8:56 am
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    Acredito que vais queimar esses galhos e fazer uma fogueira mais quente. O que é vida senão uma fogueira de sonhos e aspirações? O que interessa é manter o fogo aceso.

    Depois de ler esta “informação dramática”, fiquei a pensar no que significa realmente o “fracasso” de qualquer coisa e cheguei à conclusão que a única coisa importante é a lição que o próprio falhanço encerra.
    Não sei para onde vais direccionar o teu foco, mas tenho a certeza é que o sumo criativo que está em ti tem valor, e é a tua missão (como a minha ou de qualquer pessoa) pelo menos procurar como extraí-lo, qualquer que seja a forma. Nem que morra sem descobrir.
    De qualquer forma, acabando numa nota positiva (lool), o sofrimento faz parte da experiência humana e deve ser encarado como uma benção para o nossa sabedoria pessoal:

    “Quem passou pela vida em branca nuvem
    E em plácido repouso adormeceu,
    Quem não sentiu o frio da desgraça,
    Quem passou pela vida e não sofreu,
    Foi espectro de homem, e não homem,
    Só passou pela vida, não viveu.”
    Francisco Otaviano

    Um abraço e força para o que está por vir!

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  • Fevereiro 2, 2019 at 2:28 pm
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    https://www.youtube.com/watch?v=41KXT9pV-d0

    vê isto, talvez entendas as coisas de outra forma. Nem todos precisamos de ser os ronaldos das musica ou de qualquer outra arte…. acho que estás a meter demasiada pressão em ti próprio para fazeres o melhor… as artes não são propriamente uma corrida até à meta, é um caminho que se vai percorrendo.

    Já passei pelo que o gajo do video fala e entendo que ja entrei em burnout e ainda hoje estou a recuperar.

    Vê o video e diz o que pensas.

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  • Fevereiro 5, 2019 at 8:11 am
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    Como é que algo que um dia tivemos como objectivo, foi o foco e o centro de energia e trabalho e foi um esforço muitas vezes subir aquela escada se torna em alivio deixar para trás e simplesmente seguir? É quase absurdo mas é real e está tudo bem. Mas a quantidade de “não faz mal” não é proporcional a tua qualidade. Muitas vezes não somos nós mas sim o que nos rodeia. Tu és bom no que fazes, o mundo só não está preparado para ti.

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